Por Litiane Klein
Existe a teoria de que o homem, por trás de suas boas maneiras à mesa e sua suposta civilidade, esconde um animal, que age só por instintos, que é amoral e tem os desejos mais obscuros. Por medo deste ser irracional armazenado em nosso interior, viveríamos sob uma fachada de decência e princípios.
Mas será mesmo? Qual é a grande mudança que representa assumir este “animal” interior? Simplesmente voltaríamos então aos já conhecidos por nossos ancestrais tempos das cavernas, onde agiríamos por instintos, vivendo sob a lei do mais forte. Claro que isso seria o fim de nossa tão bela (bela mesmo?) sociedade organizada, mas o que me pergunto é, se chegamos a esta sociedade, se ganhamos sentimentos, razão e ocorreu toda essa evolução na espécie humana, será que tudo isso foi apenas uma brincadeira do Criador e o certo mesmo é regredir ao passado?
Tenho uma outra teoria. O desconhecido é sempre o que causa medo. Não tememos o que já conhecemos. E, seja por uma memória registrada em genes, seja pela teoria das vidas passadas, já conhecemos aquela época das cavernas. O que não conhecemos é um mundo onde as pessoas se deixem reger por seus sentimentos, e possam se utilizar da razão para ponderar isso. Manter a leitura →




